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Em debate na Cultura, João e Raquel travam acusações sobre bets e campanha

Redação Por Redação em 18/09/2026, 12h24
Trio de candidatos ao governo no debate da Rádio Cultura em Caruaru

Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra no debate da Rádio Cultura - Foto: Rádio Cultura do Nordeste

O segundo debate ao Governo de Pernambuco, na noite de quinta (17) na Rádio Cultura do Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, em Caruaru, elevou o tom entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB). Ivan Moraes (PSOL) completou o trio. Fora do estúdio, apoiadores chegaram a se agredir nas proximidades do Senac.

Já na abertura, Raquel acusou a militância do PSB de violência nas ruas e de tentar fraudar manifestações com cabos infiltrados. Citou a prisão de pessoas ligadas ao partido no episódio das bandeiras e o uso de camisas roxas no ato de Flávio Bolsonaro. A coligação dela divulgou dossiê à imprensa e protocolou informações na PF no mesmo dia. João obteve direito de resposta e associou o entorno do Palácio a uma central de ataques digitais, cobrando posição sobre pagamentos via Pix a internautas que o difamavam.

No confronto direto, João citou a empresa de ônibus da família de Raquel e apontou passivos previdenciários superiores a R$ 3 milhões no período em que ela integrou o quadro societário. Raquel rebateu. Disse que detinha 1% desde 2016, nunca administrou a companhia e não a privilegiou. “É impressionante como você tem capacidade de produzir informações falsas”, reagiu. Obteve direito de resposta após a imputação de apropriação indébita.

O tema das bets voltou a ocupar o centro. Raquel criticou a redução do ISS no Recife para casas de apostas e falou em adoecimento da população. João respondeu que atualizou alíquotas com base em lei federal e que a arrecadação do município com a atividade saltou de cerca de R$ 80 mil para cerca de R$ 80 milhões. Devolveu a provocação citando patrocínio de bet no São João de Caruaru e publicidade de apostas em ônibus autorizada, segundo ele, por André Teixeira neste ano.

João também cobrou números de segurança. Perguntou quantas delegacias Raquel inaugurou “do zero”. Após a governadora listar investimentos do programa Juntos pela Segurança, o socialista ironizou que bastaria dizer “zero”. Ivan Moraes criticou a troca de farpas. “Tá muito chato essa arenga de vocês dois”, disse, e lembrou que os pais de Raquel e João foram eleitos juntos. Também cobrou João sobre o voto do PSB na PEC da anistia a partidos. João falou em “erro de condução política”.

O encontro da Cultura veio depois do primeiro debate em Caruaru, de tom mais comedido. Com empate técnico nas principais pesquisas, a reta final desloca o confronto para acusações de campanha, fiscalidade das bets e cobrança de entregas na gestão estadual. As versões apresentadas no estúdio seguem sem julgamento das autoridades sobre os episódios citados.

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