A Justiça Eleitoral de Pernambuco deu um passo novo na ofensiva contra a campanha anônima que mira a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). Depois dos boletins de ocorrência na Polícia Federal e na Civil, a coligação Pernambuco de Coração protocolou notícia-crime e a juíza Anamaria de Farias Borba Lima Silva determinou a abertura de inquérito pela PF.
No exame inicial, a magistrada reconheceu finalidade eleitoral nos cartazes apócrifos fixados no Bairro do Recife, com acusações pessoais ligadas à disputa de 2026. A decisão ordena preservação urgente de imagens de câmeras públicas e privadas, arrecadação e perícia do material impresso e guarda de registros digitais que possam apontar a origem das peças.
O inquérito deve mapear quem produziu, financiou, transportou, distribuiu ou mandou espalhar o conteúdo. A juíza também pediu que se apure eventual violência política contra a mulher — enquadramento que reforça o caráter sério do ataque à candidata e à família.
O episódio se soma à liminar do TRE-PE que já mandou retirar posts atribuindo a chapa de João Campos à autoria dos cartazes sem prova. Autoria segue sem nome; o que muda agora é a ordem explícita de investigação federal com perícia e preservação de provas.
Os fatos seguem o relato do Blog Cenário.




