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Sabatina do Senado sobe de tom e deixa 27% ainda em aberto

Redação Por Redação em 11/09/2026, 8h42 · Atualizado às 8h58
Marília Arraes, Humberto Costa e Mendonça Filho na disputa ao Senado

Montagem com nomes do Senado em PE. Foto: Divulgação

A sabatina com candidatos ao Senado por Pernambuco, na noite de quinta-feira (10), elevou a temperatura da corrida pelas duas cadeiras. Promovido pela Rádio Cultura do Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, o encontro reuniu Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD).

Marília e Túlio protagonizaram um dos momentos mais tensos. Ao tratar de “brigas” na política, o candidato do PSD contrapôs disputas pessoais à agenda que considera prioritária. Marília reagiu e classificou a fala como machista. “Quando uma mulher é firme nas suas convicções, ela é chamada de brigona”, rebateu, conforme o relato da sabatina.

Em outro embate, Marília cobrou Mendonça sobre a ditadura militar e o 8 de Janeiro. O liberal classificou 1964 como ruptura democrática e criticou a condução de processos no STF. A pedetista respondeu com a expressão “filhote da ditadura” e ligou a discussão à chamada PEC da Blindagem. Humberto, por sua vez, atacou a passagem de Mendonça pelo Ministério da Educação e a vinculação a Temer e Bolsonaro. O ex-ministro rebateu e se apresentou como candidato da direita.

Mendonça também pressionou Eduardo da Fonte a declarar voto para presidente. O progressista evitou fechar nome e repetiu o roteiro de defender Pernambuco e a gestão Raquel Lyra (PSD) no Senado. A postura dialoga com a linha de não nacionalizar a campanha que Eduardo reforçou nesta sexta em Caruaru.

Paulo Rubem e Túlio divergiram sobre educação. O candidato da Rede apontou contratos temporários e analfabetismo. Túlio reconheceu desafios e citou programas da gestão estadual. No quadro numérico, a Quaest de terça (8) mantém Marília numericamente à frente, com 17%, seguida por Humberto (14%) e Mendonça (11%), todos dentro da margem. Eduardo marca 7% e Túlio, 4%. Os indecisos somam 27%, o maior bolsão da disputa.

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