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PSB rifa Eriberto para fortalecer Pedro Campos e premia Álvaro Porto pelo mau comportamento

Redação Por Redação em 31/07/2026, 10h41 · Atualizado em 22/08/2026, 9h19

Eriberto Medeiros e Pedro Campos

A desistência de Eriberto Medeiros de disputar a reeleição está longe de ser encarada nos bastidores como uma simples decisão pessoal. Ex-presidente da Assembleia Legislativa, deputado federal e uma das figuras mais leais ao projeto socialista nos últimos anos, Eriberto sempre esteve entre os nomes que ajudaram a garantir a sustentação política dos governos do PSB, especialmente durante a gestão de Paulo Câmara. Por isso, a saída surpreendeu até aliados próximos.

Nos meios políticos, a avaliação é de que a saída de Eriberto atende diretamente à necessidade do deputado federal Pedro Campos de ampliar sua votação e consolidar seu espaço dentro da legenda. Com menos lideranças tradicionais disputando votos na mesma faixa eleitoral, o caminho fica mais aberto para o irmão do ex-prefeito João Campos ampliar seu capital político. A movimentação também é vista como um gesto de acomodação para o grupo liderado por Álvaro Porto.

Desde o início da gestão Raquel Lyra, Porto acumulou embates com o Palácio do Campo das Princesas, dificultando votações, impondo derrotas ao governo e transformando a Assembleia em um campo permanente de disputa política. O ápice dessa tensão ocorreu no início deste ano, quando a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) foi deliberadamente atrasada e alvo de impasses que afetaram diretamente o funcionamento de ações e serviços públicos estaduais. O episódio do microfone aberto, em que Porto fez comentários duros sobre a governadora, foi apenas mais um capítulo de uma relação marcada pelo confronto. Agora, enquanto Gabriel Porto, filho do presidente da Alepe, ganha espaço nas articulações eleitorais, uma das lideranças mais antigas do PSB é retirada do jogo.

Nos bastidores, a pergunta é inevitável: o que aconteceu para que Eriberto Medeiros abrisse mão da disputa? Não é comum que um ex-presidente da Alepe e deputado federal abandone uma reeleição sem uma razão política relevante. Para muitos aliados, a mensagem transmitida pelo partido é clara: a prioridade deixou de ser prestigiar quem ajudou a construir a trajetória do PSB em Pernambuco e passou a ser acomodar interesses eleitorais.

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