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PSB e aliados iniciam ofensiva judicial contra páginas críticas a João Campos

Redação Por Redação em 11/03/2026

Imagem: Edição

Uma série de ações judiciais recentes indica uma nova frente da disputa política no Recife. A judicialização do embate nas redes sociais passa a ganhar espaço no confronto entre grupos políticos locais. Em menos de 2 meses, nove páginas e perfis digitais críticos ao prefeito do Recife, João Campos do PSB, passaram a ser citados em processos na Justiça Eleitoral e também na esfera criminal.

Os casos envolvem quase 20 publicações questionadas judicialmente e estão distribuídos entre dois tipos de ação. Cinco páginas aparecem como alvo direto de representação eleitoral enquanto quatro perfis foram incluídos em uma queixa criminal relacionada a publicações nas redes sociais.

Entre os alvos da ofensiva estão o jornalista Manoel Medeiros, a página Boa Viagem em Foco, o perfil Recife de Verdade e o Sertão Diário Oficial. Essas páginas se consolidaram como espaços de crítica política nas redes sociais e costumam publicar conteúdos sobre a administração pública e bastidores da política local.

A queixa criminal apresentada à Justiça estadual afirma que publicações feitas por esses perfis teriam atribuído crimes a integrantes do grupo político ligado à João Campos (PSB). Segundo a petição, os conteúdos relacionavam agentes públicos a irregularidades envolvendo uma empresa chamada Sítio Pedra do Onça e a um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Os autores da ação afirmam que as acusações seriam falsas e pedem responsabilização penal por calúnia.

No campo eleitoral, a representação apresentada pelo PSB cita páginas que atuam no ecossistema digital associado à oposição estadual. Entre elas aparecem PE Avança, Juventude Conectada PE, Raquel Lyra 2026, PE com Raquel e Time Raquel 55.

Na ação, o PSB pediu a remoção de dezesseis publicações feitas por páginas críticas ao prefeito. O partido alegou que os conteúdos configurariam propaganda eleitoral antecipada negativa contra João Campos. A análise do caso no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco resultou em decisão que rejeitou a maior parte do pedido. O desembargador responsável pela análise entendeu que grande parte das publicações se enquadra no campo da crítica política e da liberdade de expressão no debate público.

A decisão determinou a retirada de apenas duas postagens específicas. O restante do material permaneceu disponível nas redes sociais enquanto o processo segue em tramitação.

O conjunto dos processos revela a crescente importância das páginas políticas nas redes sociais na disputa de narrativas sobre a gestão do Recife. Nos últimos meses, perfis digitais passaram a exercer papel relevante na circulação de denúncias, críticas e interpretações sobre o cenário político local.

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