Polícia Federal não localiza inquérito sobre suposto “gabinete do ódio” da Record
Imagem: Reprodução / JR
A reportagem da TV Record que apontou um suposto “gabinete do ódio” ligado ao governo Raquel Lyra entrou no ar com uma premissa que a campanha de João Campos passou a repetir que o caso já estaria sob investigação da Polícia Federal.
Nesta quinta-feira (27), o Jornal do Commercio procurou as superintendências da PF em Pernambuco e em Brasília. As duas informaram não ter localizado registro de investigação ou inquérito aberto sobre o episódio. Até a checagem do JC, o procedimento federal anunciado na reportagem não aparece nos registros das duas unidades oficiais da corporação.
A Frente Popular, coligação de João Campos, usou a denúncia nesta quinta como um dos eixos de uma coletiva jurídica no Recife. O advogado Rafael Carneiro anunciou que a chapa protocolará Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TRE-PE e que pretende acionar MPPE, Ministério Público Eleitoral, CGU, TCU, TCE-PE e a Caixa.
Questionado pelo próprio JC sobre a PF, Carneiro não sustentou que o inquérito já existia. Disse o contrário, na prática: “Nós vamos procurar a Polícia Federal e buscar colaborar com a investigação.”
A campanha de Raquel Lyra, em nota, classificou as acusações como “denúncia sem provas”, lembrou a exoneração imediata do servidor e afirmou que vai responsabilizar na Justiça quem transformar alegação em fato no calendário eleitoral.
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