Eleito deputado estadual por Pernambuco com 49.254 votos, Emerson Freitas reagiu à prisão preventiva decretada pela 15ª Vara Criminal da Capital. Em nota divulgada pela defesa, afirmou que não aceitará intimidação ou perseguição.

“Não me curvarei à intimidação, à censura ou a qualquer tentativa de perseguição”, declarou.

A defesa, representada pelo advogado Weryd Simões, informou que tomou conhecimento do mandado na quinta-feira (29). Segundo a nota, os fatos investigados não têm relação com a atividade político-partidária de Emerson. Os advogados alegam irregularidades e nulidades e questionam as provas que sustentam a investigação.

A nota relata que Emerson compareceu espontaneamente ao Grupo de Operações Especiais (GOE) em 15 de outubro, mesmo sem intimação. Ele foi ouvido e manifestou disposição de colaborar.

Em 20 de outubro, a defesa solicitou acesso ao procedimento perante a 36ª Promotoria de Justiça e habilitação nos autos judiciais, que estão sob segredo de justiça. Os advogados reclamam que informações sigilosas chegaram à imprensa enquanto buscavam acesso à investigação e pedem apuração do suposto vazamento.

“A quem interessa calar a voz de Emerson Freitas?”, questiona a nota.

Uma eventual impossibilidade de posse pode abrir espaço para o primeiro suplente do MDB, Flávio Gadelha Filho, filho do prefeito de Abreu e Lima. Essa consequência política, porém, não demonstra interferência na decisão judicial.

Se a preventiva for revogada e Emerson for solto antes ou dentro do prazo regimental de posse (a partir de 1º de fevereiro de 2027), ele ainda poderá assumir.

Enquanto a medida perdurar e ele estiver impedido de exercer o cargo, o suplente ocupa a vaga de forma provisória.