Chegou o dia da eleição. O Brasil volta às urnas para decidir o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mas, independentemente do resultado, Raquel Lyra (PSD) já conquistou um espaço importante no cenário nacional.

No último debate da Globo, seu nome foi o único citado, com pompa e destaque, no Nordeste. A referência à governadora de Pernambuco, em pleno confronto presidencial, mostra como sua posição passou a integrar o debate nacional.

Raquel construiu uma trajetória sem depender de um padrinho político. Em Pernambuco, enfrentou estruturas partidárias tradicionais e derrotou, ainda no primeiro turno, João Campos (PSB), candidato apoiado por Lula.

A vitória lhe garantiu um segundo mandato e ampliou seu capital político nacional, pela sua capacidade de manter relações institucionais com diferentes campos, sem assumir alinhamento automático com nenhum deles.

Foi essa lógica que orientou seu discurso de “pernambuquismo”. Raquel defendeu colocar os interesses de Pernambuco acima da polarização presidencial, preservar parcerias com o governo federal e manter o diálogo com quem assumir o Planalto.

Isso afeta diretamente as eleições de 2030. Com dois mandatos no currículo, projeção nacional e uma base eleitoral própria, a governadora certamente vai participar das articulações presidenciais, seja em uma composição nacional, seja na construção de uma candidatura própria.

Tudo também vai depender de como ela vai manter sua popularidade no estado de Pernambuco.