Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil neste domingo com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Com 100% das urnas apuradas, o petista recebeu 64.256.232 votos e o senador do PL, 59.826.041. A diferença final ficou em cerca de 4,4 milhões de votos.
O resultado consolida a primeira virada histórica em segundo turno desde a redemocratização. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente por cerca de 2,2 milhões de votos. Entre as duas rodadas, Lula acrescentou mais de 10 milhões de votos à sua votação, enquanto o adversário cresceu cerca de 3,7 milhões. A margem de 2026 também superou a de 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro por aproximadamente 2,1 milhões de votos.
Apesar da vantagem consolidada e do reconhecimento do Tribunal Superior Eleitoral, Flávio Bolsonaro e aliados têm contestado o processo e sinalizado que pretendem buscar a anulação do pleito. As críticas se concentram principalmente na decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin, do STF, que estendeu o horário de votação até as 19h.
Do lado internacional, o reconhecimento veio de forma rápida. A União Europeia, por meio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, já parabenizou Lula. Costa afirmou ter ligado para o presidente reeleito na noite da eleição. O presidente francês Emmanuel Macron e o premiê espanhol Pedro Sánchez também publicaram mensagens de congratulação, tratando o resultado como regular e reforçando a parceria com o Brasil.
A diferença de mais de quatro milhões de votos e o reconhecimento europeu contrastam com o questionamento interno mantido pelo candidato derrotado e parte de sua base.