O presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, acompanhou o presidente Lula (PT) no primeiro debate do segundo turno, na noite de domingo (18), na Band, e saiu do estúdio atacando a postura de Flávio Bolsonaro (PL). “Conseguiu transformar o debate num circo. A forma debochada, agressiva, provocativa, primeiro mostra uma falta de compromisso com o povo brasileiro e com o nosso país”, disse.

João também encampou o desafio feito por Lula para que os dois candidatos abram os sigilos bancário e telefônico deles e das famílias e entreguem os dados aos presidentes do STF e do TSE. Flávio respondeu no debate que não tem “absolutamente nada a esconder”, mas não disse se aceita a proposta. “A gente precisa cobrar o Flávio que abra o sigilo e lembrar também que ele correu, não falou nem da 6×1, não falou porque defendeu o assassino de uma criança de cinco anos, não falou porque foi contra a licença-maternidade lá no Rio de Janeiro. Então, correu de coisas simples a coisas complexas e não falou do futuro do Brasil”, afirmou o socialista. No debate, Lula acusou Flávio de ter sido o único entre 49 deputados estaduais a votar contra a ampliação da licença-maternidade de servidoras no Rio, em 2009.

No estúdio, João estava ao lado da esposa, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), e de aliados como Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP), André Janones (Rede-MG), o senador Camilo Santana (PT-CE), Fernando Haddad (PT-SP), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) e o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Do outro lado, Flávio levou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).

Derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco, João tem assento no comando nacional da campanha de Lula e pode aparecer no ato do presidente em Petrolina, previsto para a tarde desta terça-feira (20), na ponte entre Juazeiro e a cidade do Sertão. O segundo turno será no domingo (25).

Foto: Ricardo Stuckert/PR