Flávio Bolsonaro estava em casa e só saiu do Brasil às 22h50 de ontem
Foto: Reprodução/TV Globo
Enquanto a imprensa e aliados acreditavam que Flávio Bolsonaro já tinha deixado o país, o senador ainda estava em casa, em Brasília. Louvores foram tocados na mansão durante todo o dia para abafar os sons de dentro da residência. Ele só saiu da residência por volta das 19h de terça-feira (27), em um comboio.
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio entrou no país às 22h50, cruzando a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas. Às 23h30, a família embarcou em um voo privado da Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador, conforme o plano de voo.
As autoridades argentinas informaram que o grupo apresentou documentação válida e não tinha impedimento para entrar no país. No Brasil, porém, Flávio estava proibido de viajar ao exterior por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O senador também deveria entregar os passaportes comum e diplomático à Polícia Federal. Como os documentos não foram apresentados, a PF providenciou o cancelamento.
O registro oficial da entrada na Argentina contraria a versão divulgada horas antes pelo empresário Simón Levy, que se apresenta como aliado de Donald Trump. Na tarde de terça, Levy afirmou que Flávio já estava nos EUA e atribuiu a articulação ao secretário de Estado Marco Rubio. Chamou a movimentação de “Operação Alba”.
O empresário também alegou participação da CIA e da inteligência argentina para confundir a imprensa e as autoridades brasileiras. Essa versão não tem confirmação oficial dos governos envolvidos.
A saída ocorreu dois dias após a derrota de Flávio para Lula no segundo turno presidencial. Na segunda-feira, o senador havia afirmado que nunca pensou em deixar o Brasil e que cumpriria a ordem de entrega dos passaportes.
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