Com o calendário marcando 4 de outubro de 2025, Pernambuco entra oficialmente na contagem regressiva de exatamente um ano para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, previsto para o dia 4 de outubro de 2026. Este marco temporário intensifica as articulações políticas e coloca o foco nos movimentos e nas pesquisas que, até o momento, desenham um cenário eleitoral em franca evolução.

A corrida pelo Governo do Estado, segundo o consolidado das pesquisas de intenção de voto divulgadas entre dezembro de 2024 e 2 de outubro de 2025, segue com a liderança do atual prefeito do Recife, João Campos (PSB). A pesquisa mais recente do consolidado, realizada pelo Instituto Conecta e divulgada em 2 de outubro de 2025, aponta João Campos com 53% das intenções de voto. Em segundo lugar, está a governadora Raquel Lyra (PSD), que soma 27%. A análise histórica dos dados mostra que, embora João Campos mantenha uma sólida dianteira, com resultados oscilando entre 43% e 67% ao longo do período, a governadora Raquel Lyra tem se consolidado como a principal concorrente, variando principalmente entre 19% e 31%.

Os demais postulantes no cenário mais recente aparecem com percentuais mais baixos: Eduardo Moura (Novo) com 3% e Gilson Machado Neto (PL) com 2%. Um dado relevante para a análise é a soma dos eleitores que ainda se declaram indecisos ou pretendem votar em Branco/Nulo, que totaliza 15% na última sondagem, um contingente significativo que será disputado fervorosamente nos próximos 365 dias.

O cenário para as duas vagas ao Senado Federal também ganha contornos definitivos a um ano do pleito, com a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) despontando na liderança isolada, segundo pesquisa do Instituto Conecta em parceria com o Blog Ponto de Vista, divulgada em 3 de outubro. Marília Arraes registra 26% das intenções de voto no Cenário 1, com ampla vantagem sobre o segundo pelotão. A disputa pela segunda vaga, no entanto, é acirrada e marcada por um empate técnico, considerando a margem de erro de 2,78 pontos percentuais. O senador Humberto Costa (PT), o ex-prefeito Anderson Ferreira (PL) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) aparecem com os índices mais altos nesse grupo, tecnicamente empatados com 10%, 8% e 8% respectivamente no Cenário 1. Miguel Coelho (União Brasil) surge com 6%, e o alto percentual de eleitores que declararam Branco/Nulo (14%) ou Não Sabe/Não Respondeu (25%) reforça o quão indefinida está a segunda vaga ao Senado

Para além da disputa pelo cargo majoritário, o calendário eleitoral estabelece prazos cruciais que devem ser rigorosamente observados. Nos próximos meses, a atenção se volta para a janela de Março de 2026, que marca o prazo final para os pretensos candidatos se filiarem a um partido político. Em seguida, a organização eleitoral exige que os cidadãos regularizem sua situação com a Justiça Eleitoral até 6 de maio de 2026, data de fechamento do cadastro eleitoral. Já no mês de Maio de 2026, os partidos devem apresentar o registro oficial de suas candidaturas. O ritmo de campanha acelera de forma vertiginosa em Agosto de 2026, quando se inicia oficialmente o período de propaganda, culminando no dia 4 de outubro de 2026, quando os pernambucanos irão às urnas eleger seus representantes para os próximos quatro anos. A partir deste momento, a capacidade de reação, a gestão da máquina pública e a performance de campanha serão cruciais para definir o desfecho da corrida.