O senador Humberto Costa (PT), reeleito no primeiro turno, disse nesta segunda-feira (19), em entrevista de rádio, que o resultado de 4 de outubro serviu de alerta para o partido. “Foi bom para a gente despertar e ver como nós estávamos distantes de muita gente no nosso país”, afirmou. Para ele, a mobilização pela reeleição de Lula no segundo turno virou um movimento cívico, que vai além do PT, de gente com medo de perder direitos e conquistas, como o tratamento pelo SUS.
Humberto defendeu que a comunicação adotada na campanha, com presença forte nas redes e conversa com a juventude, continue depois da eleição. “Isso não pode acabar no dia seguinte à eleição”, disse. O senador fez autocrítica sobre a própria atuação nas plataformas. “Eu mesmo faço uma autocrítica. Eu tenho uma certa resistência nessa questão de trabalhar as redes sociais, de estar o tempo inteiro ali gravando vídeo. Não é muito fácil.”
Perguntado sobre ter tido mais votos que João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife derrotado na disputa pelo governo, Humberto rejeitou a leitura de que fez campanha isolada ou deixou de transferir votos ao aliado. “O eleitor, ele é livre”, disse, ao atribuir a votação à trajetória como ministro da Saúde, deputado, senador e secretário estadual e à relação com prefeitos, alinhados ou não à governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo ele, a comparação não vale porque cada eleitor escolheu dois nomes para o Senado. Humberto disse que João fez uma boa disputa, mas enfrentou uma governadora que buscava a reeleição com o governo bem avaliado. A resposta chega depois de o PSB atribuir ao PT parte da derrota.
O senador também projetou vitória de Lula em Petrolina e em Juazeiro, onde o presidente faz caminhada nesta terça-feira (20). A cidade do Sertão é comandada politicamente pela família Coelho, que faz oposição ao presidente. “Nós vamos ganhar em Petrolina, nós vamos ganhar em Juazeiro, nós vamos ter um desempenho melhor em Pernambuco do que tivemos no primeiro turno”, afirmou.
Foto: Reprodução/Rádio Folha