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Moraes bloqueia R$ 6 bilhões de Willer Tomaz e cancela passaportes do amigo de Flávio

Redação Por Redação em 24/10/2026, 10h15
Willer Tomaz, de óculos, terno azul-marinho e gravata azul, caminha em corredor do Congresso diante de um telão, durante sessão de CPMI

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23) o bloqueio de bens e o sequestro de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavar dinheiro para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. Moraes também mandou cancelar os passaportes do advogado.

Amigo de Flávio e com escritório em Brasília, Willer viajou para o exterior depois de se tornar alvo da Polícia Federal e estava em Miami enquanto as apurações avançavam. Antes disso, a PF encontrou uma sala-cofre e uma máquina de contar dinheiro em um hangar ligado a ele. A decisão veio dias depois de virem a público movimentações bilionárias do advogado em apostas esportivas.

O ministro determinou ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Willer e de suas empresas, entre elas a Alcazar Holding, e pediu que os bancos informem todos os correntistas vinculados às contas. O objetivo é verificar se Flávio usava contas ligadas ao advogado. A PF teve acesso a e-mails em que uma funcionária de Willer pede a um banco que o senador seja descredenciado do perfil de “usuário master” de uma dessas contas.

As medidas foram tomadas no segundo inquérito aberto no STF contra Flávio, revelado no domingo (18) e relatado por Moraes. Para a PF, há suspeita de que as contas do advogado serviam para ocultar patrimônio e lavar dinheiro para o senador.

A defesa de Willer classificou as decisões como desproporcionais e disse que Flávio nunca movimentou as contas dele. “As determinações contra o advogado Willer Tomaz são desproporcionais e escancaram uma fishing expedition em pleno período eleitoral”, afirmou em nota. Os advogados dizem que a investigação nasceu da Operação Sem Desconto, sobre fraudes no INSS, com a qual Willer não teria relação, e que o valor bloqueado é “uma cifra aleatória, sem correspondência com seu patrimônio”.

A ofensiva ocorre a dois dias do segundo turno, em que Flávio enfrenta o presidente Lula (PT) em disputa apertada nas pesquisas.

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