De quem foi a ideia de mandar o eleitor pesquisar no Google? Quem tava na lancha com o Flávio negociando propina? Quando? Onde? Como e por quê?
Lula chegou ao último debate da Globo com uma missão importantíssima. Apresentar propostas, falar de futuro e conquistar o eleitor indeciso. Saiu do estúdio fazendo exatamente o contrário.
Depois do debate na Band, esperava-se uma correção de rota. O presidente, entretanto, repetiu o terrível roteiro de sempre. Defendeu um passado que ninguém liga, e deixou em segundo plano os problemas que pesam no bolso e na vida do brasileiro.
Quando Flávio perguntou se o salário estava acabando antes do fim do mês, Lula respondeu lembrando a valorização histórica do salário mínimo. O argumento pode ser verdadeiro, mas não responde à pergunta de quem vai ao supermercado hoje e percebe que o dinheiro já não compra o suficiente. Uma grave falta de conexão.
Na infraestrutura, aconteceu o mesmo. Diante das críticas sobre obras paralisadas, Lula recorreu ao PAC e aos investimentos realizados em seus governos há mais de 16 anos. Mas quem enfrenta uma rodovia esburacada ou espera uma obra prometida quer saber o que será feito!
Na segurança pública, o episódio envolvendo a mãe da menina Ana Clara acrescentou emoção ao confronto, mas pouco esclareceu sobre como o governo pretende enfrentar o domínio territorial das organizações criminosas.
O momento mais revelador veio na troca de ataques pessoais. Flávio pediu desculpas pela referência aos “nove dedos”, enquanto Lula respondeu chamando o adversário de miliciano.
A discussão sobre o futuro do Brasil acabou novamente reduzida a uma disputa de caráter.
O eleitor indeciso não precisava de mais um confronto sobre quem é moralmente superior. Precisava ouvir respostas sobre salário, violência, custo de vida e perspectivas para 2027.
Basta colocar no Google o debate desta sexta-feira (23) e assistir aos blocos. Lula fala do que fez, ataca mal quem está diante dele e dedica pouco tempo ao que pretende fazer.