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Lobista investigada com Lulinha diz que quer delação e chama Lula de mentiroso

Redação Por Redação em 18/10/2026, 10h11 · Atualizado às 10h14
A empresária Roberta Luchsinger, de cabelos loiros e blusa estampada, gesticula sentada durante entrevista

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência no governo federal, afirmou em entrevista exibida neste sábado (17) que quer fazer delação premiada. “Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde”, disse. Aos 41 anos, diretora da RL Consultoria e Intermediações, ela foi alvo de busca e apreensão, bloqueio de bens e uso de tornozeleira eletrônica na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. Lula já havia chamado a empresária de “pilantra” e a comparado a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Na entrevista, Luchsinger disse que Lulinha sentou “inúmeras vezes” com ministros e citou os titulares da Educação, Leonardo Barchini, e das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, além de uma viagem à casa do ministro Camilo Santana no Ceará. Os ministérios negaram as afirmações. Ela também acusou o presidente de mentir ao dizer que não a conhecia.

Em nota, Lula afirmou que “desconhece inteiramente os fatos relatados”, que “jamais manteve qualquer interlocução com ela” e que “não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta”. O texto diz ainda que “causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição”. A defesa de Lulinha sustenta que a relação dele com ministros é pessoal, que as acusações “são incompatíveis com seu depoimento às autoridades” e que ele “comprovará sua inocência nos autos”.

A oposição reagiu na mesma noite. Os deputados Sanderson (PL-RS), Marcel van Hattem (Novo-RS), Zucco (PL-RS) e Bia Kicis (PL-DF) enviaram ofício ao ministro André Mendonça, do STF, pedindo avaliação de risco, inclusão da empresária e das filhas no programa de proteção a testemunhas e medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), acionou PF, Ministério da Justiça e PGR. Flávio Bolsonaro (PL) comemorou a entrevista com a frase “Fala tudo, Roberta”.

Em Pernambuco, a deputada federal Clarissa Tércio cobrou entidades feministas pelo silêncio diante das acusações da lobista. “Ela denunciou ataques e ameaças até contra suas filhas. E Erika Hilton? E as entidades feministas? Alguma nota?”, escreveu. A eleição presidencial será decidida no próximo domingo (25).

Foto: Reprodução/CNN Brasil

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