As artistas e brincantes Iara Campos e Íris Campos levam o espetáculo Arreia ao Centro Cultural Coco de Umbigada, no bairro de Guadalupe, em Olinda, nesta sexta-feira (30). Às 14h, elas comandam uma oficina de caboclinho e, às 19h, sobem ao palco com a montagem dirigida pelo mestre Paulinho 7 Flexas. As duas atividades são gratuitas.

Integrantes do Caboclinho 7 Flexas do Recife há 20 anos, as irmãs pertencem ao povo Marikito Tapuya, que vive um processo de retomada cultural e territorial na Zona da Mata Sul. O projeto Arreia, Circulação Ancestral, segue para Escada em 7 de novembro, onde as artistas se apresentam junto ao próprio povo, e depois viaja à aldeia Fulni-ô, em Águas Belas.

O espetáculo parte de um relato do mestre Zé Alfaiate, fundador do 7 Flexas, que contava ter recebido em sonho do Caboclo 7 Flexas a missão de criar a agremiação. O grupo é Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2021, e o caboclinho, manifestação ligada ao culto da Jurema Sagrada, é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan desde 2016.

“Arreia é a realização de um sonho, é o nosso desejo de honrar, enquanto integrantes, a história do Caboclinho 7 Flexas do Recife”, disse Iara Campos.

Criado em 2020, durante a pandemia, para exibições online, o trabalho foi redesenhado para o palco e já passou pelo Recife, pelo Teatro Apollo, em Palmares, e pela sede do Caboclinho Canidé, em Goiana. A circulação atual tem incentivo da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco.