O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (26) que a eleição brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar nenhum indício de irregularidade. “Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Para mim, pareceu muito ruim”, afirmou. Na mesma fala, disse que “gosta do Lula” e que se dá bem com o presidente brasileiro.
Mais cedo, o empresário Elon Musk, dono do X, escreveu que a matemática não fecha ao compartilhar uma publicação sobre o crescimento de 10,3 milhões de votos de Lula entre os turnos, mais do que os 9,33 milhões somados pelos demais candidatos no primeiro turno. A conta ignora a queda da abstenção e dos votos brancos e nulos no segundo turno, que ajudou na virada. Musk também repostou mensagens contra o ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação até as 19h.
O ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon, próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), escreveu na rede Gettr que a eleição foi “roubada”. Em 2022, ele já havia dito que Jair Bolsonaro não deveria reconhecer a derrota para Lula, também sem provas. Donald Trump Jr., filho do presidente americano, compartilhou um post que chama Lula de “próximo Maduro”.
Zanin e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, esclareceram que a prorrogação valeu apenas para as seções que ainda estavam abertas, sem reabertura de urnas já encerradas. O TSE proclamou o resultado no domingo (25) e afirmou que a votação transcorreu com segurança.
No Planalto, a avaliação é que a posição de governos estrangeiros não interfere no resultado. Ao menos 48 líderes mundiais já parabenizaram Lula, entre eles presidentes de direita da América Latina, como José Antonio Kast (Chile), Keiko Fujimori (Peru) e Daniel Noboa (Equador). O argentino Javier Milei, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), ainda não se manifestou.