O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se recusou a reconhecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Mudar a regra do jogo no meio dele não é democrático. Que tudo seja esclarecido. Até lá, Lula não é meu presidente”, escreveu no domingo (25). Em vídeo no Instagram, afirmou que “é impossível reconhecer essas eleições”.

Antes mesmo da confirmação do resultado, Nikolas publicou “Mais um impeachment para ano que vem”, em referência ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou a votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas às 17h. A campanha de Lula pediu a extensão em todo o país, e a de Flávio Bolsonaro (PL) pediu mais tempo em 19 cidades de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina.

Nesta segunda-feira (26), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou um vídeo em inglês pedindo a estrangeiros que não reconheçam o resultado e pressionem pela anulação. “Como Flávio disse, precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional”, afirmou. Ele usou o crescimento de Lula entre os turnos e pesquisas para dizer que a vitória seria “estatisticamente impossível”, mas não apresentou evidências de adulteração de votos.

O Tribunal Superior Eleitoral rebateu a versão de Flávio de que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre. A Corte afirmou ter filmagem de dois fiscais do partido na Sala de Totalização e registros de presença no teste de integridade das urnas.

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, diferença de 4.430.191 votos. Flávio anunciou que pedirá a anulação da eleição. O anúncio não altera o resultado, e caberá à Justiça analisar um eventual pedido.