Enquanto o PL ampliou sua representação no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas em 2026, Pernambuco seguiu na direção contrária. Sob a presidência de Anderson Ferreira, a legenda perdeu quase metade de sua bancada no estado.

O resultado, porém, foi bem diferente para a família que comanda o partido.

Em 2022, o PL elegeu quatro deputados federais e cinco estaduais em Pernambuco. Neste ano, foram apenas dois federais e três estaduais. A votação para a Câmara caiu 41,3%, enquanto a disputa pela Assembleia Legislativa registrou redução de 16,6%.

Anderson, eleito deputado federal com 185.429 votos, e seu irmão André, que conquistou uma cadeira na Alepe com 118.868 votos, lideraram as respectivas chapas.

Juntos, passaram a ocupar 40% dos mandatos conquistados pelo PL no estado. Em 2022, a participação familiar era de 11,1%.

O encolhimento também ocorreu em meio a disputas internas. Gilson Machado e Gilson Filho deixaram o PL após divergências com Anderson e conseguiram se eleger pelo Podemos.

Thiago Medina conquistou a outra cadeira federal da legenda, com apoio de Nikolas Ferreira, consolidando um polo político fora do grupo familiar.

A situação ganhou outro capítulo com as cobranças de candidatos que afirmam não ter recebido recursos prometidos durante a campanha. O ex-jogador do Sport Everton Felipe e Andreza Salvador estão entre os insatisfeitos.

André Ferreira tem evitado aparecer em atos de Flávio Bolsonaro, movimento associado por esses candidatos ao desgaste provocado pelas cobranças.

O resultado não permite atribuir aos Ferreiras toda a responsabilidade pelo desempenho do PL. Mas expõe uma contradição: enquanto a legenda cresceu nacionalmente, perdeu votos, cadeiras e aliados em Pernambuco.

Anderson e André garantiram seus próprios mandatos. Resta saber por que o mesmo sucesso não chegou ao partido que comandam.