O deputado estadual eleito Gilson Filho (Podemos) afirmou ter notificado a Polícia Federal, a Polícia Civil, o Ministério Público de Pernambuco e a Polícia Legislativa Federal depois de comentários nas redes que, segundo ele, falavam em “atentado” e “facada”. As mensagens surgiram em reação à divulgação do Bloquinho 22, ato pró-Flávio Bolsonaro (PL) marcado para o próximo dia 22 em Boa Viagem, no Recife.
De acordo com Gilson Filho, ele e o pai, o deputado federal eleito Gilson Machado (PL), também pediram reforço da Polícia Militar para o evento. “Para os valentões de rede social, serão processados. A segurança já será reforçada. Ou seja, aos que ousarem tentar algo, vão acabar presos”, escreveu na noite de quinta-feira (15).
O Bloquinho 22 está previsto para as 19h na Praça da Boa Viagem e terá a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), principal atração da direita na reta final da campanha em Pernambuco.
Na mesma noite, Gilson Filho convocou uma motocarreata por Flávio em Gravatá, no Agreste, para o domingo (18), às 16h22, na Avenida 15 de Novembro. O ato faz parte da estratégia de manter a militância nas ruas até 25 de outubro. “Todos os dias, até o final da campanha, estarei em um lugar fazendo algum movimento da direita, um porta a porta, um desfile do 22, uma motocarreata, porque a gente não pode parar”, disse ele na terça (13), em reunião da direita no comitê de Flávio, no Pina.
Filho do ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro, Gilson Filho estreia na Alepe em 2027 depois de receber 132.322 votos, uma das maiores votações para deputado estadual no estado. O pai foi eleito deputado federal com mais de 150 mil votos.
Não é a primeira vez que os dois acionam as autoridades nesta campanha. No início do mês, pai e filho protocolaram notícia-crime na Polícia Civil e no MPPE contra cartazes sem identificação de autoria com acusações a Flávio, espalhados pelo Centro do Recife.