Bruno de Andrade Lima de Albuquerque, primo em segundo grau de João Campos pelo lado materno, foi condenado a 30 anos e nove meses de prisão por tentar matar a ex-namorada e os pais dela. O júri ocorreu em janeiro de 2025, em Jaboatão dos Guararapes. A pena foi fixada inicialmente em regime fechado.
O ataque aconteceu na madrugada de 15 de novembro de 2023, em Candeias. Segundo o Ministério Público, Bruno invadiu o apartamento onde Karollyne Kerllys morava com os pais e desferiu mais de 20 golpes de faca. Ele foi condenado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira e a mãe dela, tentativa de homicídio contra o pai e posse ilegal de 64 munições calibre 12. Os três sobreviveram.
O relacionamento durou cerca de dois anos. Na decisão que decretou a prisão preventiva, a Justiça registrou que a relação havia sido marcada por agressões verbais e físicas e considerou insuficientes medidas cautelares aplicadas anteriormente.
Depois do crime, Bruno passou cerca de um mês foragido. A investigação registrou que ele foi à casa da avó, trocou de roupa e fugiu. Em 14 de dezembro, acabou preso em um condomínio em Gravatá.
O parentesco com João Campos foi registrado desde as primeiras reportagens sobre o caso. Bruno é primo em segundo grau do então prefeito pelo lado materno. João não é investigado, acusado nem parte do processo.

Quando o crime veio a público, em novembro de 2023, o Estadão procurou a Prefeitura do Recife para saber se João se manifestaria sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação. Também não localizamos declaração pública dele sobre a prisão ou a condenação.
A condenação veio pouco mais de um ano depois. O júri reconheceu as tentativas de feminicídio e homicídio e fixou a pena em 30 anos e nove meses. O caso terminou judicialmente com uma condenação pesada; politicamente, João Campos permaneceu fora dele e, publicamente, sem manifestação localizada sobre o episódio.