Olho grande, não vai para o céu!
Foto: Edição
Existe um ditado que atravessa gerações: “Olho grande não vai para o céu”. Em Pernambuco, esse ensinamento parece ter encontrado um novo capítulo, em um movimento quase cirúrgico que muda, mais uma vez, o tabuleiro eleitoral para a Casa Alta.
Nos últimos meses, Eduardo da Fonte construiu uma posição gigante. Estava dentro do governo Raquel Lyra, com espaços relevantes ocupados por aliados e, ao mesmo tempo, era cortejado pelo campo de João Campos, sendo tratado como peça importante para a composição ao Senado em 2026. De fato, era um ativo muito disputado.
Essa condição, que à primeira vista sugere força, carrega um risco estrutural. Quando todos te querem, ninguém tem certeza de que você é, de fato, seu. E a política, no fim, é mais sobre confiança.
O movimento da governadora Raquel Lyra, que exonerou nomes ligados diretamente a Eduardo da Fonte, foi lido, nos bastidores, como um reposicionamento completo e um recado para toda a política pernambucana sobre os limites da negociação.
A desidratação que Eduardo da Fonte está sofrendo hoje, além de pressionar sua candidatura ao Senado, reabre espaços que pareciam fechados para Miguel Coelho, desde que a operação da Polícia Federal abriu dúvidas sobre sua viabilidade no curto prazo.
Mas o movimento mais recente reorganiza esse cenário. Em Brasília, o União Brasil declarou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra e sinalizou a construção de uma aliança para 2026, com o próprio Miguel colocado como pré-candidato ao Senado no mesmo palanque.
O gesto o recoloca de forma direta no centro da disputa e isso é uma mudança concreta de contexto, que demonstra sua viabilidade eleitoral em um momento em que outras peças do tabuleiro ainda buscam definição. Miguel Coelho, assim, volta a aparecer não apenas como opção, mas como parte ativa de uma construção política em curso, em um cenário que ainda está longe de se estabilizar.
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