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Aliados de João Campos tentam confundir eleitor sobre Datafolha

Redação Por Redação em 29/05/2026

Foto: Reprodução

Tática de comunicação utiliza suspensão de instituto local para lançar dúvidas sobre levantamento nacional que aponta liderança de Raquel Lyra.

O cenário político em Pernambuco esquentou nesta semana com a divulgação de duas pesquisas eleitorais distintas para o governo do Estado. De um lado, o Instituto Múltipla apresentou números que colocam a governadora Raquel Lyra (PSD) com 43% das intenções de voto, contra 39% do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Do outro, o Datafolha, um dos institutos mais tradicionais do país, confirmou a vantagem da atual gestora, com os mesmos percentuais. 

Logo após as divulgações, houve, nas redes sociais, uma uma ofensiva coordenada de aliados de Campos para invalidar não apenas os números locais, mas induzir o eleitor ao erro sobre a credibilidade do Datafolha.

A estratégia é baseada na exploração de uma decisão judicial real. A Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação de novos dados ou detalhes da pesquisa do Instituto Múltipla devido a irregularidades formais no registro.

Aproveitando-se deste fato, perfis ligados ao grupo político de João Campos passaram a compartilhar artes gráficas agressivas que misturam informações. 

Ao afirmarem que a “pesquisa foi suspensa” e que “não dá para confiar”, os aliados utilizam nomes como “Datafolha” e “empresa de Caruaru” (referência ao Múltipla) no mesmo contexto visual, sugerindo que o levantamento nacional também estaria sob suspeita ou invalidado.

Desinformação

Os cards revelam uma tentativa clara de “contaminação de marca”. Ao associar o termo “Pesquisa de Fachada” a imagens que mencionam o Datafolha, a militância busca criar uma cortina de fumaça sobre o resultado real apresentado pelo instituto do Grupo Folha, que tem prestígio nacional e segue metodologias rigorosas. 

A notícia de que a Justiça barrou o Múltipla serviu de “gancho” para uma narrativa mais ampla: a de que qualquer número que aponte a liderança de Raquel Lyra seria fruto de manipulação.

A tática de indução ao erro é comum em períodos de polarização acentuada, onde a desqualificação do emissor (o instituto de pesquisa) precede a discussão dos dados. Para o eleitor menos atento, a enxurrada de posts que gritam “URGENTE!” e “FOI SUSPENSA” acaba gerando a percepção de que houve uma fraude generalizada no processo de medição da opinião pública nesta semana.

Resposta

Enquanto os aliados de João Campos focam no contra-ataque comunicacional para estancar uma possível percepção de queda ou estagnação nas intenções de voto, apostadores da governadora e do governo Raquel Lyra capitalizam a liderança apontada pelos institutos. 

A movimentação do grupo do ex-prefeito indica uma preocupação com o momento de Raquel, que deve se consolidar na liderança, se continuar com a mesma tendência.

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