A nomeação da primeira-dama de Petrolina, Alinne Durando, para a Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome abriu um foco de tensão no grupo político que comanda a cidade. Segundo aliados, a saída da então secretária Doriane Secchi não foi combinada com o ex-prefeito Miguel Coelho, principal líder do grupo e responsável pela eleição do atual prefeito, Simão Durando (União Brasil).
Doriane, conhecida como Dori, está na área social desde a gestão de Miguel e é irmã do sogro do ex-prefeito. Interlocutores relatam que ela foi pega de surpresa pela exoneração e que a decisão também surpreendeu aliados próximos. Para esse grupo, a troca foi lida como sinal de distanciamento e de centralização das decisões por parte de Simão. Publicamente, a gestão fala em continuidade e transição tranquila na pasta.
Simão é aliado e sucessor de Miguel na prefeitura, numa aliança que mantém a família Coelho no centro da política de Petrolina, maior cidade do Sertão. Nos bastidores, a avaliação é que, sem conversa nos próximos dias, a troca pode virar o estopim de um racha na base governista.
No segundo turno, Simão seguiu a orientação do União Brasil e declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL), ao lado do deputado Fernando Filho, irmão de Miguel.
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