A defesa do soldado Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, preso na madrugada desta quarta-feira (21), em Goiana, afirmou que o militar estava confuso e assustado quando se apresentou à polícia. O paradeiro do fuzil calibre 7,62 mm e das 20 munições desaparecidas do 7º Depósito de Suprimento do Exército, no Cabanga, continua desconhecido.

O advogado Jario Santos, que representa a família, afirmou à Folha de Pernambuco que Pedro Gabriel “está fisicamente bem, mas segue muito confuso e assustado”.

Segundo o defensor, o soldado passou quatro dias sem celular e sem acesso à internet. Ele teria decidido se apresentar espontaneamente à Delegacia de Goiana após tomar conhecimento da angústia da mãe e da prisão de sua companheira, que está grávida de dois meses.

Pedro Gabriel chegou à delegacia sem o armamento. “Estamos aguardando as investigações para saber o que aconteceu, o que motivou e aonde está esse fuzil”, declarou o advogado.

Em outra entrevista, Jario Santos afirmou que o soldado alega não se lembrar de como deixou o quartel durante o serviço de sentinela, na madrugada de sábado (17).

A Justiça Militar já havia decretado a prisão preventiva do militar por suspeita de furto qualificado. As circunstâncias do desaparecimento são investigadas por meio de um Inquérito Policial Militar.

A versão apresentada pela defesa acrescenta novas dúvidas a um episódio que mobilizou o Exército durante quatro dias. Pedro Gabriel está preso, mas afirma não recordar como saiu da instalação militar. O fuzil e as munições continuam desaparecidos.

A investigação terá agora de esclarecer não apenas o que aconteceu com o armamento, mas também onde o soldado esteve durante os quatro dias em que permaneceu desaparecido.