A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Check-out contra investigados suspeitos de destruir provas e obstruir a Operação Check-in, que apura um esquema de corrupção em contratos da Prefeitura do Recife. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva no Recife e em Ipojuca, no Litoral Sul. Um dos suspeitos não foi localizado, e a PF segue com diligências para cumprir a ordem judicial.
A Check-in foi deflagrada em junho pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar uma organização criminosa suspeita de corrupção de servidores, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações e contratos com o município. Na primeira fase, foram cumpridos oito mandados de busca no Recife, no Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão dos Guararapes.
A investigação começou com canhotos de cheques apreendidos em outra operação, chamada Firenze, que indicavam pagamento de vantagem indevida a um agente do alto escalão da prefeitura por uma empresa contratada. As suspeitas envolvem contratos de terceirização de mão de obra de 2020, último ano da gestão Geraldo Julio (PSB), antecessor de João Campos. Naquele ano, segundo a PF, a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da prefeitura, dos quais cerca de R$ 17 milhões vieram de recursos federais.
Nem o nome nem o cargo do servidor investigado foram divulgados, e a PF não informou quem são os alvos da nova fase. Hoje a prefeitura é comandada por Victor Marques (PCdoB), vice de João Campos, que nesta semana escolheu Rinaldo Junior como líder do governo na Câmara.
Foto: Divulgação/PF