PF investiga ligação de Antônio Rueda com jatinhos de R$ 60 milhões em nome de contador
De acordo com reportagem publicada pelo portal Metrópoles, documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que quatro aeronaves avaliadas em R$ 60,4 milhões e supostamente associadas ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, estão registradas em nome do contador Bruno Ferreira Vicente de Queiroz, de 37 anos, residente em São Paulo.
A investigação é conduzida pela Polícia Federal no âmbito da Operação Tank, que atua em conjunto com a Operação Carbono Oculto, apurando a infiltração do PCC nos setores de combustíveis e financeiro.
Segundo o Metrópoles, Bruno é presidente da Magic Aviation, que adquiriu em março o jato Cessna 560 XL (PR-LPG), e diretor da Rovaniemi Participações, empresa que comprou em abril o Gulfstream G200 (PS-MRL) por US$ 4 milhões (R$ 21,2 milhões). Ele também lidera a Bariloche Participações S.A., com capital de R$ 110 milhões, que tem entre os sócios empresários já investigados pela PF na Operação Sisamnes.
Todas as aeronaves são operadas pela Transportes Aéreos Piracicaba (TAP), companhia que também realizou voos para Roberto Augusto Leme, o “Beto Louco”, investigado por tráfico e apontado como ligado ao PCC.
O depoimento do piloto Mauro Caputti Mattosinho, colhido pela PF, foi o primeiro a citar o nome de Rueda nas investigações. Ele afirmou que o empresário Epaminondas Chenu, dono da TAP, mencionava Rueda como chefe de um grupo que “tinha muito dinheiro para gastar” na compra das aeronaves.
Antônio Rueda nega qualquer relação com os jatos ou com os fatos apurados e declarou que seu nome foi citado de forma “absolutamente infundada”, prometendo adotar medidas legais para proteger sua imagem.
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