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João Campos encerra 2025 em ritmo de queda de aprovação no Recife

Rodrigo Ambrosio Por Rodrigo Ambrosio em 31/12/2025

Foto: Edson Holanda/PCR

Existe uma diferença clara entre a fotografia política de janeiro e a realidade de dezembro. O prefeito João Campos encerra o ano de 2025 enfrentando uma oscilação negativa que parecia improvável meses atrás. A gravidade da política alcançou a gestão municipal e impôs um novo ritmo aos números.

Os dados da AtlasIntel desenham essa trajetória com frieza. O gestor que ostentava 81% de aprovação em 2024, ostentando o título de “O Prefeito Mais Bem Avaliado do Brasil”, agora vê esse índice recuar para o patamar de 64% em 2025. A queda de quase 20 pontos percentuais retira a gestão da zona de conforto absoluta e sinaliza o fim da hegemonia incontestável na capital pernambucana.

O recuo na aprovação traz como efeito colateral o aumento da rejeição. O eleitor que antes não via alternativas agora começa a observar as movimentações da oposição com mais atenção. A governadora Raquel Lyra ajustou sua comunicação digital e ocupou espaços vazios deixados pela narrativa municipal. O monopólio da boa avaliação foi quebrado e permitiu que outras forças políticas entrassem no radar da população.

Esse movimento altera a dinâmica para 2026. A disputa que muitos tratavam como resolvida volta a ser uma incógnita. A perda de gordura política do prefeito reacende o ânimo dos adversários e transforma a eleição estadual em um jogo aberto. O favoritismo ainda existe mas deixou de ser uma barreira intransponível.

João Campos fecha o calendário com um alerta ligado. A facilidade de 2024 ficou no passado e o desgaste da nova oposição cobrou seu preço. O próximo ano exigirá mais do que presença digital para recuperar o terreno perdido. A política pernambucana provou mais uma vez que nenhum índice de aprovação dura para sempre.

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