Eduardo Moura triplicou sua base digital em 2025
Foto: Câmara do Recife
Em 2025 houve uma migração silenciosa do centro gravitacional da política recifense nas redes. O perfil que antes organizava a conversa, o do prefeito João Campos, entrou em fase de perda consistente de seguidores e redução de presença. O espaço vazio foi ocupado por quem entendeu que a ausência é um convite aberto.
O salto de Eduardo Moura nas redes sociais em 2025 é o exemplo mais visível desse movimento. Em dezembro de 2024, o vereador do Recife encerrava o ano com 131.749 seguidores. Doze meses depois, em dezembro de 2025, o mesmo perfil registra 520.664. Um crescimento de quase 300% em um único ano.
Não estamos falando de uma campanha pontual, nem de um pico artificial inflado por alguma mídia paga. Estamos falando de curva orgânica, contínua, mês após mês, ocupando espaço que antes pertencia a outros atores do ecossistema político pernambucano. Em um ambiente onde atenção é ativo escasso, triplicar a base em um ano significa deslocamento real de relevância.
Moura não cresceu apenas em número. Cresceu fazendo com que o eleitor acompanhe cada live, cada vídeo cru e cada visita transmitida sem edição, reforçando a sensação de que o público não apenas consome conteúdo, mas participa da fiscalização.
E o crescimento não é apenas quantitativo, mas também sociológico. Pesquisas ao longo do ano já mostravam expansão de Moura para públicos que historicamente não orbitavam o Partido Novo: jovens urbanos, mulheres, classes C e D da Região Metropolitana.
A leitura mais simples diria: “Moura cresceu”. A leitura relevante pergunta: quem encolheu para que ele crescesse? Porque audiência não surge do nada. Ela migra. E o espaço ocupado por Moura coincide com a retração de presença de outros atores tradicionais da política local.
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