O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (26), um dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o governo pode rever emendas parlamentares, supersalários e aposentadorias especiais para abrir espaço no Orçamento.
Segundo o ministro, a revisão de despesas ajudaria a conciliar o compromisso com as contas públicas e as promessas de campanha nas áreas de saúde, educação e programas sociais. Ele não apresentou estimativa de economia nem detalhou quais modalidades de aposentadoria especial poderiam mudar.
Durigan também disse que o governo quer buscar o centro da meta fiscal, e não apenas o piso da margem de tolerância. Para isso, admitiu propor mudanças na legislação ou até na Constituição ainda em 2026.
Advogado, Durigan era secretário-executivo da pasta e assumiu o ministério em março, quando Fernando Haddad saiu para disputar o governo de São Paulo. A permanência dele no cargo no quarto mandato ainda não está definida, e o vice-presidente Geraldo Alckmin aparece entre os cotados para a Fazenda.
Mexer em emendas tende a gerar atrito com o Congresso, justamente quando o Planalto precisa montar uma base para 2027. Supersalários e aposentadorias especiais atingem carreiras com forte poder de pressão em Brasília.