O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) pediu nesta segunda-feira (26) que eleitores de direita não participem de manifestações contra o resultado da eleição. “Talvez seja o meu último apelo para você que se diz de direita e para eleitores e seguidores meus que acham que as urnas foram fraudadas. Vamos lá, meus amigos, não saiam às ruas”, disse em vídeo.
Renan, que terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 2,24% dos votos válidos, e não apoiou ninguém no segundo, afirmou que não houve fraude e defendeu o reconhecimento da vitória de Lula. Ele criticou o vereador paulistano e deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) por convocar protestos e disse que lideranças usam apoiadores como “bucha de canhão”. “Não corram riscos por pessoas que não estão correndo risco algum”, afirmou. Também criticou a prorrogação da votação decidida por Cristiano Zanin, mas disse que a medida não comprova fraude.
No campo oposto, o deputado federal André Janones (Rede-MG) convocou atos em todo o país para 31 de outubro e 1º de novembro contra o que chamou de “tentativa de golpe” no domingo (25), em referência à redução da frota de ônibus em várias cidades. “Comemora, festeja, mas nós não podemos deixar que essa vitória nos faça esquecer da tentativa de golpe”, disse. Ele não apontou responsáveis, e não há comprovação de ação coordenada para interferir na eleição.
A ex-deputada Joice Hasselmann também ironizou Flávio pelo anúncio do pedido de anulação. “Será que ele esqueceu que a campanha dele também pediu a prorrogação do tempo de votação?”, escreveu.
Flávio Bolsonaro (PL) não reconheceu a derrota e disse que pedirá a anulação do segundo turno. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos.