A dois dias do segundo turno, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a levantar suspeitas, sem provas, sobre as urnas eletrônicas e defendeu que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil caso seja derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As falas foram feitas nesta sexta-feira (23) no podcast americano Louder with Crowder.
Perguntado sobre o que a família faria pelo ex-presidente Jair Bolsonaro se Flávio perdesse, Eduardo respondeu em tom de brincadeira “mandar os fuzileiros navais”. Depois, disse que Lula teria ameaçado o irmão em debate. “Se meu irmão não vencer, eu sou favorável que ele deixe o país”, afirmou.
Sobre o sistema de votação, repetiu a tese do voto impresso. “Não há contagem pública dos votos e você precisa confiar na máquina”, disse. Citou ainda uma frase atribuída a Josef Stálin sobre quem conta os votos e admitiu não ter evidências. “Da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve”, declarou, antes de insistir que “eles podem fraudar”.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025 e teve o mandato cassado por excesso de faltas em dezembro daquele ano. Em junho de 2026, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, por atuar junto ao governo americano para pressionar o julgamento do pai. A condenação se tornou definitiva em outubro, quando foi determinada sua prisão.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo e Flávio, está preso após condenação pelo STF por participação na trama para impedir a posse de Lula depois da eleição de 2022. A fala do filho sobre as urnas ocorre no mesmo dia em que a campanha de Flávio levou ao Tribunal Superior Eleitoral novas ações contra o petista.