Cartazes contra Flávio no Recife levam Gilson à PC e estudantes à PF
Foto: Reprodução/redes sociais
O deputado federal eleito Gilson Machado (PL) e o deputado estadual eleito Gilson Machado Filho (PL) protocolaram na sexta (9) uma notícia-crime na Polícia Civil e no Ministério Público de Pernambuco contra cartazes apócrifos espalhados no centro do Recife com acusações a Flávio Bolsonaro (PL). O material, segundo eles, foi colado em paradas de ônibus, no interior de coletivos, em postes e em fachadas comerciais, sem CNPJ ou CPF do responsável e do contratante e sem indicação de tiragem, como exige a Lei das Eleições.
Gilson Filho, que ficou entre os mais votados da Assembleia, disse tratar-se de “campanha clara com propagação de fake news em período de eleição”. O pai, ex-ministro do Turismo e eleito para a Câmara com mais de 150 mil votos, pediu à CTTU a preservação de imagens de câmeras próximas aos pontos onde os cartazes apareceram, para identificar quem os fixou.
No sábado (10), a Polícia Militar deteve estudantes universitários perto do Mercado de Casa Amarela, na Zona Norte, após eles colarem cartazes em papel A4 em um orelhão desativado. O material criticava a candidatura de Flávio e citava riscos à Farmácia Popular e à jornada 6×1. Os jovens foram levados à Superintendência da Polícia Federal no Cais do Apolo e liberados horas depois.
O advogado Cláudio Carraly, da coordenação jurídica da campanha de Lula (PT) em Pernambuco, afirmou que a fixação de propaganda em equipamento urbano é irregular, mas que isso, sozinho, não configura automaticamente crime eleitoral. Segundo ele, os estudantes não eram filiados a partido, foram bem tratados e a expectativa é de arquivamento do procedimento na segunda (12). A legislação permite distribuir panfletos, mas restringe a colagem em bens de uso comum.
A Secretaria de Defesa Social e a PF ainda não haviam se pronunciado publicamente sobre a ocorrência até o fechamento das reportagens que registraram o episódio.
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