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Reformas de Raquel e Victor Marques podem abrir vagas para suplentes na Alepe

Redação Por Redação em 10/10/2026, 12h19
Montagem com rostos de quatro suplentes de deputado estadual de partidos aliados da governadora Raquel Lyra

Foto: Reprodução/Blog Ponto de Vista

A expectativa de uma reforma no secretariado de Raquel Lyra (PSD) para o segundo mandato já movimenta suplentes de partidos aliados. No primeiro mandato, a governadora evitou levar deputados estaduais para o primeiro escalão. Se mudar a estratégia e prestigiar a base, cada parlamentar convocado abre uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

No PSD, o beneficiado seria o ex-prefeito de Flores Marconi Santana, primeiro suplente da legenda. No Podemos, a vaga ficaria com Regina da Saúde. Pelo PP, Claudiano Martins Filho assumiria uma cadeira, e na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) o caminho se abriria para a volta de Doriel Barros (PT). Ainda não há nomes definidos para a nova equipe.

O movimento teria peso político. Raquel saiu das urnas com ao menos 29 dos 49 deputados eleitos na base, e a sucessão na Casa já tem Antônio Moraes como favorito. Acomodar aliados no governo ajudaria a amarrar essa maioria para os próximos quatro anos.

No Recife, a conta é parecida. O prefeito Victor Marques (PCdoB) pode convocar dois dos nove deputados estaduais eleitos pelo PSB para o secretariado municipal, o que levaria à Alepe os suplentes socialistas Diogo Moraes e Aderaldo Pinto.

Diogo Moraes cumpre mandato na Alepe, tem base no Agreste e foi um dos defensores mais ativos da candidatura de João Campos ao governo. Em 2023, disputou a segunda vice-presidência da Casa e perdeu para Fabrizio Ferraz (Solidariedade) por 25 a 19, no único bate-chapa da eleição da Mesa. Aderaldo Pinto é vereador do Recife, com redutos nas zonas Oeste e Norte, e peça da articulação do PSB para a reeleição de Victor em 2028. Se ele subir, o suplente Almir Fernando ganha uma vaga na Câmara Municipal, que já vai perder cinco vereadores eleitos deputados.

Para o PSB, que perdeu o Palácio do Campo das Princesas com a derrota de João, a manobra seria uma forma de usar a máquina da prefeitura para devolver mandato a quadros que ficaram de fora nas urnas.

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