TRE dá direito de resposta a Raquel e corta tempo de João na TV
Raquel Lyra e João Campos - Foto: Reprodução/G1
A campanha de João Campos (PSB) perdeu tempo de propaganda no rádio e na televisão depois que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco concedeu à governadora Raquel Lyra (PSD) dois direitos de resposta. As decisões, publicadas nesta sexta-feira (18) pelo desembargador eleitoral Fernando Braga Damasceno, atingem peças sobre a remuneração e o patrimônio da candidata à reeleição.
A propaganda da Frente Popular associava o salário de cerca de R$ 60 mil mensais que Raquel recebe como procuradora do Estado ao saldo de R$ 1 em conta-corrente declarado à Justiça Eleitoral. A peça falava em acúmulo “inconstitucional” acima de R$ 1,2 milhão. Na declaração de bens ao TSE, a governadora informou patrimônio de R$ 359.498,33, com apartamento, aplicações e o depósito de R$ 1.
Para o magistrado, o dado da conta e o debate sobre o salário são reais, mas a forma de juntá-los produziu “ofensa ilegal”. A irregularidade não estaria na falsidade isolada dos números, e sim no sentido global da seleção e da apresentação.
No rádio e na TV, a coligação Pernambuco de Coração ganhou um minuto de resposta no início do programa em bloco da chapa adversária, no mesmo período em que a ofensa foi ao ar. O trecho questionado tinha 29 segundos. A lei fixa piso de um minuto. A decisão também alcança inserções. Um relatório apontou 210 veiculações da peça. A resposta ocupará os mesmos horários da propaganda considerada irregular.
Nas redes, o TRE determinou a retirada imediata do vídeo no perfil de João Campos e a publicação da resposta com o mesmo destaque. O conteúdo de Raquel deverá receber o mesmo investimento em impulsionamento e ficar no ar pelo dobro do tempo da postagem contestada. A campanha da Frente Popular tem até 36 horas para entregar o material às emissoras. A coligação informou que apresentou recursos e que as peças fazem crítica política com dados de interesse público.
Os dois primeiros direitos de resposta das Eleições 2026 em Pernambuco foram registrados na cobertura da decisão e em outro registro do caso. A ofensiva de João sobre o salário na PGE já havia sido tema de cobertura anterior do Bastidor.
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